Em meus devaneios de uma vida de oração cheguei a ver com o coração,
o que doravante achava ser um sonho juvenil em um coração infantil.
Olhei com os olhos de criança, vendo cheio de esperança o encontro do rio com o mar,
Homens, mulheres e crianças em um momento de concordância prostrados a orar.
Chegou a tremer estruturas e meu coração, o mais tomado de ternura,
em um sobressalto chegou a ver Jesus ali, com seu sangue sobre em nós derramar.
Qual emoção a criança sentiu ao ver todos unidos em um só gemido com o Espírito Santo a conduzir.
Ah, se soubessem como queriam e o que poderiam quando oravam ali.
Deus regendo, o Espírito agindo, Jesus sorrindo em um sonho sem igual,
Não queria tirar minha alma dali, cheguei a sentir um amor sem irracional.
Não há o que temer, nem com o que se preocupar, por que os corações ali estavam,
não havia tempo, espaço, brecha para o mal, nada sairia fora do que já era surreal.
Senhor! Gritei com minha infanta voz, e Jesus mais que veloz se pos em prontidão.
Pedi com simples palavras que aquelas imagens tivessem tal perfeição.
Jesus, que um dia com meus olhos abertos eu posso ver, esse chão tremer
e todos em um só coração, com forte fervor, prostrados em comunhão.

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