Senti um medo desesperado, um frio na lama que jamais sonhei sentir novamente, pensava que havia chegado a hora de ser feliz, de entregar meu coração dolorido e machucado a alguém que sonha em minhas noites de eterno sofrimento.
Minha alma clamava tanto e com tanto fervor que alguém ouviu os meus pedidos, gemidos e suplicas...
Suplicava por amor, suplicava em amar, suplicava poder dançar...
Minha alma queria liberdade, sentir-se livre para alçar vôo e deleitar-me em um pouso que jamais sonhei.
Cheguei a sentir o gosto, o cheiro, tocar e até mesmo sentir a união de tudo que poderia ser a perfeição na sua face mais que imperfeita.
Seu cheira ainda está impregnado em mim, jamais achei que sonhos, delírios e desejos tivessem tal cheiro.
Cheguei a cruzar a linha do infinito, pular em um abismo para tornar-me digno, mortal e acabei mais que ferido...
Entrei em uma porta de emoções e vida que achei ser a cura, mas na verdade este era meu erro, meu tão somente meu.
Descobri que não basta ser, tem que acontecer, fazer, conceber...
Não sei se tão somente minha culpa, mas vejo que também de escolhas vivemos nessa vida, umas trazem dor e feridas outras nada mais alivia...
Existem dias em que a Alma não se cabe dentro do corpo e necessita de se libertar... de externar o que o mundo precisa ouvir e entender que a nada é mais sabio que sua alma.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
ESCURIDÃO
Os vazios que sondam a mente, que endurecem a alma e congelam o coração fica preso em um todo do nosso ser, nos deixa a beira de uma eterna angustia e solidão pensa-se não mais ser capaz de amar, viver, sorrir, o buraco é enorme e eterno parece ser a escuridão...
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